quarta-feira, 15 de abril de 2009

As Aventuras do capitão Taylor

No episódio anterior...
- Ouça meu Capitão! Gritou um raso marujo colocando a mão em forma de concha próximo a orelha. – ouve se tambores vindos da ilha e olhe! Há uma claridade típica de uma grande fogueira quase que no meio dela!
- Por mil anjos, são os que “nunca matam”, eles estão de novo atuando por aqui! Exclamou o Capitão...

...Ainda em frente à ilha encalhada.
- Vamos marujos agora nossa missão é fincar nossos pés nessa perigosa ilha! Decretou ele.
- Mas meu capitão, os que “nunca matam” são sagazes, eles não matam, mas fazem cócegas até a gente não poder agüentar mais! É difícil de resistir capitão, é pior do que tortura chinesa, ou tailandesa, ou sei lá capitão do oriente inteiro. Capitão ouça a voz da razão, podemos ficar rindo aqui pra sempre. E eles reversão entre si quem vai fazer as cócegas e quem vai render quem! Por favor, meu capitão! Pediu todo choramingando o marujo.
- Bené, bené meu caro marujo de piscina de plástico, você já está comigo, hrum, o capitão dá uma limpada na garganta.
- Faz vinte e dois anos meu capitão. Cochichou o marujo.
- Eu sei bené, eu sei.
- Osvaldo Senhor lembra? Osvaldo. Cochichou o marujo de novo.
- Então como eu ia dizendo antes que o marujo Olavo me interrompesse, por sinal duas vezes e pelo visto ta se coçando pra interromper de novo não é Ozório. Disse o capitão cheio de si. E continuou. – Não há temor se formos pelo lado norte da ilha, eu já desço aqui, desde garoto com meu pai o saudoso Capitão Demétrius que Deus o tenha...
- Ainda bem que o nome do pai dele ele lembra. Cochichou mais uma vez o marujo angustiado.
Com noventa ceisidilhas! Exclamou o capitão. – Já são três horas e eu ainda não saí dessa lavanderia, e a roupa já deve está enxuta. O capitão caminha em direção da maquina de secar e constata que realmente já estão bem secas e se pergunta: “onde estive com a cabeça esse tempo todo” ele abre a portinha da maquina de secar e tira as roupas, dobra e guarda em uma sacola de marinheiro.
O capitão Taylor é prudente por isso uma longa fila de carros se forma a trás dele querendo o ultrapassar, mais ele dirige no limite, poucos cabelos ao vento, mas muita atenção.
- Pula por cima se você for um golfinho! Gritou o capitão para o cara do carro de trás que insistia em buzinar. Chegando em casa coloca a bolsa de marinheiro próximo a cama e na cozinha pega uma laranja e levanta a faca e a corta. Marujos desçam em fila indiana! Sem fazer barulho. Os marujos nunca desobedeceriam a uma ordem do capitão. Mas o por quê? Isso era um mistério.
Estava ficando cada vez mais escuro, pois a noite caía como um cobertor sobre uma criança que teima em ficar acordada. –Homens, essa noite é noite aventura coisa que não temos desde, hrum.
-Dois anos atrás. Cochichou o marujo.
-Dois anos atrás, confuso eu estava entre dois meses e três para interar dois anos, essa noite vamos pelas copas das arvores. Decretou o capitão.
-Mas capitão Taylor, eu protesto com todas as minhas forças, nem o Tarzan em toda a sua glória conseguiria no breu da noite atravessar a floreta pelas copas das árvores. Protestou de novo o marujo.
Chegando à primeira árvore no lado norte da ilha.
-Capitão segure o da esquerda para poder ter melhor apoio! Exclamou Crisalto um dos marujos.
-Estou tentando Dudu, estou tentado. Gritou o capitão sentado nos ombros do marinheiro Oswaldo tentando alcançar um galho...






Elias Sales
designer Gráfico
escritor e composito